




Este blog tem como objetivo nos ajudar a compreender melhor o mundo em que vivemos. Perceber que tudo é uma ação histórica e, assim, SOMOS PERSONAGENS DA HISTÓRIA.
"O homem aprendeu a usar o fogo para fabricar armas afiadas muito antes do que se imaginava. Vestígios descobertos na África do Sul mostram que há mais de 70 mil anos o ser humano já manipulava as chamas como aliadas, para obter lâminas afiadas com as quais poderia caçar, guerrear e até mesmo fazer enfeites com mais eficiência. Na verdade, lâminas pré-históricas sugerem que a prática de usar fogo para obter lâminas pode ter começado há cerca de 164 mil anos.
Se o estudo sobre a África do Sul estiver de fato correto, significará que o Homo sapiens moderno aprendeu a fazer armas com o uso do fogo logo depois de ter surgido como espécie.
Para o bem ou para o mal, o domínio do fogo para produzir lâminas afiadas alavancou mudanças culturais profundas e é resultado de um tipo de tecnologia que não se supunha ter surgido tão cedo, disseram os cientistas na edição desta semana da revista americana "Science".
A descoberta mostra que o domínio amplo sobre essa tecnologia surgiu pelo menos 45 mil anos antes do esperado, há 70 mil anos. Os arqueólogos, das Universidade do Arizona (EUA) e da Cidade do Cabo (África do Sul), chegaram a essa conclusão após recriar antigas ferramentas escavadas em Pinnacle Point, em Still Bay, na África do Sul.
A reconstituição de instrumentos de pedra afiados mostrou que eles haviam sido deliberadamente expostos por longas horas ao fogo, e que o tipo de resultado obtido não poderia ser fruto acidental de incêndios naturais.
O estudo tem implicações sobre o conhecimento da evolução do próprio coportamento do ser humano, pois envolve um uso mais complexo de instrumentos (amoladores, facas e etc.), como também a linguagem e a arte. Arqueólogos supõem que foram tais adaptações de comportamento que permitiram ao ser humano deixar a África e começar a conquista do restante do mundo."
Amigos, os últimos dias têm sido bem intensos no Senado Federal. Ontem, o presidente da Casa, o senador José Sarney, realizou um discurso de defesa de todas as acusações que vem enfrentando nos últimos meses. Num discurso de aproximadamente 50 minutos, Sarney disse que enfrenta uma "campanha sistemática" para desestabilizá-lo e afirmou desconhecer as nomeações por atos secretos.
O senador usou boa parte do tempo fazendo um histórico sobre sua vida política, completando quase 55 anos, desde a sua primeira eleição em 1955, como deputado federal pelo Maranhão, aos 25 ans de idade. Além dos atos secretos, Sarney tentou rebater as denúncias sobre o favorecimento ao neto, nas operações de crédito consignado, a contratação do namorado da neta e os contratos da Fundação José Sarney.
Embora tenha feito um discurso muito bonito e centrado, ele não conseguiu convencer, segundo os defensores de sua saída da presidência, para amenizar a crise que circunda o Senado Federal. O deputado maranhense Domingos Dutra (PT - MA), forte opositor da família Sarney no estado, de acordo com a Folha Online, disse: "Há muita gente que pergunta o que pode perguntar, por que o senador Sarney, que ontem gritou da tribuna do Senado que está com 55 anos de mandato, por que razões ele tem esse poder tão longo. Uns devem concluir apressadamente que é porque ele é um líder. Na verdade, o senador Sarney não é um líder. O senador Sarney é um cacique e mantém esse poder tão longo porque é dissimulado, porque não tem identidade política, porque é vingativo e, sobretudo, porque é um camaleão".
Aliás, a situação do senador ainda se complica, de acordo com a reportagem de hoje no jornal "A Folha de São Paulo", pois o presidente Sarney recebe dos cofres públicos cerca de R$ 52 mil mensais, mais do que o dobro permitido pela Constituição, que estabeleceu como teto salarial o subsídio de ministro do Supremo Tribunal Federal, hoje de R$ 24.500. Isto ocorre, segundo a reportagem, uma vez que, além do salário de senador (R$ 16.500), Sarney acumula duas aposentadorias no Maranhão que totalizavam o valor de R$ 35.560,98 em 2007, segundo documento obtido pela Folha. Veja trechos do discurso do senador:
http://noticias.uol.com.br/politica/2009/08/06/ult5773u1937.jhtm
Agora, o marco da semana foi o quiprocó ocorrido no dia de hoje, também no Senado. Por pouco o pau não comeu, hehehe. Eu me senti no Parlamento sul-coreano, onde os congressistas resolvem as coisas no braço. O incidente envolveu os senadores Renan Calheiros (PMDB - AL) [já está na hora de alguém se opor a ele, o cara se acha o dono do pedaço] e Tasso Jereissati (PSDB - CE) [não sou muito chegado ao PSDB, mas aplaudo a atitude do Jereissati]. Veja o ocorrido:
http://noticias.uol.com.br/politica/2009/08/06/ult5773u1937.jhtm
Foi noticiado em "O Globo", do dia 31 de julho de 2009: "O presidente Barack Obama elegeu a cerveja como o grande instrumento diplomático para solucionar sua primeira polêmica racial na presidência. Numa cena que, segundo o 'New York Times', não seria imaginável com nenhum outro presidente americano, Obama reuniu para uma cervejinha em volta de uma mesa nos jardins da Casa Branca dois brancos e dois negros numa conversa destinada a estabelecer uma nova forma de tratar questões raciais no país.
Além de Obama e de seu vice, Joe Biden, estavam lá o professor negro de Harvard Henry Louis Gates Jr. e o sargento branco da polícia de Cambridge James Crowley, os dois protagonistas do incidente.